Faculdade Phorte - 6 Fundamentos básicos para educação na infância

6 Fundamentos básicos para educação na infância

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6 Fundamentos básicos para educação na infância

Você já parou para pensar nas dificuldades enfrentadas pelos pedagogos diariamente? E nos mistérios que envolvem a Educação Infantil?

Preparamos esse artigo para que você possa desvendar as novas atualizações da BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Por meio de um texto realizado pela professora Ma. Shirley Maia, docente do curso de Pedagogia, em São Paulo, da Faculdade Phorte. 
 
Dentre as tantas áreas de atuação de um pedagogo está a atuação em sala de aula, e uma das possibilidades é o trabalho com bebês e crianças. A BNCC neste ano passou a reconhecer a Educação Infantil como parte indispensável do desenvolvimento e aprendizagem de um indivíduo ao estabelecer os 6 (seis) direitos básicos para a educação de 0 a 5 anos. São eles:
 
1. Conviver 
2. Brincar 
3. Participar 
4. Explorar
5. Expressar
6. Conhecer-se 
 
Essa atualização é muito pertinente para os cursos de graduação de Pedagogia, que fazem a preparação dos futuros profissionais da educação, deverão sempre ter em mente essas 6 (seis) diretrizes de modo a garantir que as experiências de seus alunos estejam de acordo com o determinado pelo BNCC, baseados nos preceitos do Plano Nacional de Educação (PNE). 
 
Os campos de experiências da BNCC promovem uma mudança conceitual no currículo da Educação Infantil. Para a nova base, a criança não é mais apenas uma receptora das mensagens transmitidas pelos adultos, mas também é capaz de produzir cultura.
 
Dessa forma, evidencia-se a diversidade e a pluralidade em sala de aula, fazendo com que a Educação Inclusiva e a Educação Especial sejam cada vez mais necessárias nas escolas.
 
Nesse sentido, as propostas são a base estrutural pedagógica que devem guiar as escolas com os fundamentos necessários para cada etapa. Assim, a organização curricular está estruturada em cinco campos de experiência, que se baseiam nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI). 
 
Vale ressaltar, que é de vital importância que as faculdades de pedagogia em São Paulo baseiem seus conteúdos nessas propostas, formando educadores com consciência sobre os seguintes cinco campos de experiência:
 
 

Corpo, gestos e movimentos

Desde cedo, as crianças conseguem explorar o mundo, o espaço e os objetos por meio do corpo, com os sentidos, os gestos e os movimentos. Assim, elas estabelecem relações, brincam, se expressam e produzem conhecimentos sobre si, sobre o outro e sobre o universo cultural e social.
 
Por meio das diferentes formas de expressão, como a dança, a música, o teatro e as brincadeiras de faz de conta, elas se expressam e se comunicam tanto com a linguagem quanto com o corpo e com as emoções.
 
Nesse campo de experiência, o corpo da criança ganha centralidade. Assim, a escola deve promover oportunidades para que ela possa explorar e vivenciar um amplo espectro de possibilidades.
 

Traços, sons, cores e formas

As crianças podem vivenciar experiências diversificadas, além de várias formas de linguagens e expressões, por meio do contato com diferentes manifestações culturais, artísticas e científicas no cotidiano da escola.
 
Essas experiências colaboram para que, desde muito cedo, os pequenos desenvolvam senso crítico e estético. Além disso, elas aprimoram o conhecimento de si mesmas, dos outros e da realidade na qual estão inseridas.
 
Assim, a Educação Infantil precisa possibilitar a participação das crianças em produções que envolvem música, dança, teatro, artes visuais e audiovisuais. O objetivo é favorecer o desenvolvimento da criatividade, da sensibilidade e da expressão pessoal.
 

Escuta, fala, pensamento e imaginação

Durante a Educação Infantil, é necessário estimular os pequenos a ouvir e a falar, por meio de experiências que potencializam sua participação na cultura oral.
 
É escutando histórias, participando de conversas e ouvindo narrativas em múltiplas linguagens que a criança se estabelece ativamente como sujeito singular e pertencente a um grupo social.
 
O contato com a literatura infantil proposto e mediado pelo educador contribui para o desenvolvimento do gosto pela leitura, além de estimular a imaginação e ampliar o conhecimento de mundo. Ainda nesse âmbito, a imersão na cultura escrita deve partir das curiosidades e dos conhecimentos prévios.
 
Da mesma forma, o contato com fábulas, contos, histórias e poemas, entre outros, propicia a familiaridade com os livros e com os diferentes gêneros literários. Nesse convívio, as crianças vão desenvolvendo hipóteses sobre a escrita, que se apresentam, inicialmente, em forma de rabiscos.
 
Isso faz com que elas, aos poucos, conheçam as letras do alfabeto, mesmo que em caligrafias não convencionais e espontâneas. Porém, isso já indica sua compreensão da escrita como forma de comunicação e representação da língua.
 

Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações

As crianças estão inseridas em tempos e espaços de dimensões diferentes e sempre procuram se situar, seja em casas, ruas e bairros ou em entender o que é noite, dia, hoje ou ontem.
 
Elas também demonstram curiosidades sobre o mundo físico, incluindo seu próprio corpo, os animais, as plantas, os fenômenos climáticos e as transformações da natureza. O mesmo ocorre com o mundo sociocultural e a busca para entender as relações sociais e de parentesco entre as pessoas conhecidas.
 
Portanto, a Educação Infantil deve fornecer experiências nas quais as crianças façam suas próprias observações, manipulem objetos, investiguem e explorem seu entorno, levantem hipóteses e consultem fontes de informação para buscar respostas às suas curiosidades. Sobretudo, o que um pedagogo faz nesse processo é viabilizar as condições para que os direitos das crianças sejam garantidos.
 
 
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Shirley Rodrigues Maia, professora do curso de Pedagogia em São Paulo, é pedagoga por meio das Faculdades Metropolitanas Unidas (1983), mestrado em Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2004) e doutorado em Psicologia da Educação pela Universidade de São Paulo (2011). Pós-Doutorado na Universidade Federal de São Carlos 2017-2018. Tem experiência na área de Educação com ênfase em Educação Especial, atuando principalmente nos seguintes temas: surdocegueira, deficiência múltipla sensorial, alunos com necessidades especiais, surdocego e educação especial. (Texto extraído do Lattes)